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UNIDO - Observatory for Renewable Energy in Latin America and the Caribbean

19.07.16 16:48

O mundo está próximo ao pico de consumo de combustíveis fósseis


Crédito da foto: Tony Webster, com licença Creative Commons Attribution-Share Alike 2.0 Generic

 

Até 2025, o mundo deve atingir o pico de consumo de combustíveis fósseis. Essa é a previsão de um relatório sobre as tendências do mercado energético, divulgado pela Bloomberg New Energy Finance e citado em uma reportagem do site Fast Coexist.

 

De acordo com o relatório, o declínio no consumo de combustíveis fósseis, a partir de 2025, não acontecerá, devido ao exaurimento das reservas de petróleo, carvão e gás. As mudanças nas características do mercado energético terão como motivo o barateamento e o avanço das tecnologias relacionadas às fontes de energia renovável. De acordo com a reportagem do Fast Coexist, “o BNEF prevê que as energias solar e eólica serão incrivelmente baratas em 2040, e que a maior capacidade das baterias nos permitirá armazenar mais energia limpa. O preço da energia eólica produzida em terra deve cair 41% até 2040, e a energia solar será responsável por 43% de todas as novas infraestruturas de geração de energia no mesmo período”.

 

 

Segundo o relatório, em 2040, 60% da energia consumida no mundo virá de fontes que não emitam gases do efeito estufa. E a energia solar será a forma mais barata, já a partir de 2030. Apesar de reconhecer que os combustíveis fósseis não deixarão de compor o mix de energia mundial tão cedo, a economista Elena Giannakopoulou afirma que “no panorama global, o gás natural será superado pelas renováveis em 2027. E em 2037, elas superarão também o carvão”.

                                 

Apesar das projeções favoráveis para o mercado de energias renováveis, o relatório não se mostra tão otimista assim, quanto às mudanças climáticas. Em 2040, os investimentos em fontes de energia limpa se estagnariam em US$ 7,8 trilhões. No entanto, ao menos outros US$ 5,3 trilhões seriam necessários para limitar o aquecimento global abaixo de 2 oC.

 

Veja o relatório completo aqui (em inglês).

 

Por: Débora Gastal

 


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